Arquivo mensal: janeiro 2011

Teste: Você sabe liderar?

“A liderança é algo que se conquista de modo imperceptível. Se você tiver que lembrar às pessoas que é um líder, então você não é!”

Durante a leitura da edição número 27 da revista Gestão & Negócios, realizei um teste sobre liderança. Em seguida, contabilizei minha pontuação e avaliei meu resultado final. Achei o teste bem interessante e decidi compartilhar com vocês leitores do blog.

É importante frisar que os atuais gerentes de projetos devem ter conhecimento sobre as qualidades que um bom líder possui, pois isso fará com que eles apresentem um diferencial competitivo no mercado. Porém ,isso é uma discussão mais profunda e para um outro post.

Gostaria de deixar claro que, segundo minha avaliação, o teste se propõe a mostrar não se você virá a ser um bom líder e sim se você tem conhecimento sobre pontos fundamentais no campo da liderança.

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Agilidade no aumento do ROI

Procura-se demonstrar como as metodologias ágeis ganharam espaço e superaram as dificuldades enfrentadas pelas metodologias tradicionais de desenvolvimento de software, impulsionando assim o ROI das empresas.

5º encontro do grupo de estudos GE2PS

Aconteceu no último dia 18/01/2011 mais um encontro do Grupo de Estudos em Gestão e Engenharia de Projetos de Software. Teve como facilitadores o desenvolvedor WEB, Rafael França e o gerente de projetos Alércio Bressano. Tive a oportunidade de participar e contribuir com o debate sobre o tema “Novos Paradigmas com Métodos Ágeis”. Abordamos, de forma descontraída, os pontos críticos de 4 artigos que tratavam assuntos como:

– Fatores que poderiam derrubar as metodologias ágeis.

– A volta do elitismo com a agilidade.

– Até que ponto são válidas as certificações?

– Quem são os reais culpados pelo insucesso de projetos?

– A necessária quebra de paradigma dos desenvolvedores.

Artigos:

http://cleancoder.posterous.com/what-killed-waterfall-could-kill-agile

http://blog.lambda3.com.br/2010/11/profissionais-ruins-e-a-raiz-do-problema/

http://akitaonrails.com/2009/12/10/off-topic-voce-nao-entende-nada-de-scrum

Fotos do encontro:

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Depoimentos:

“Bastante produtivo o encontro do grupo de estudos GE2PS. Sem radicalismo ou “xiitismo”, debatendo sobre metodologias de desenvolvimento.  Enriquece o conhecimento através de troca de experiências, porém sem fanatismos por metodologias. “ Herick Faro (Analista de TI)

“Os encontros do GE2PS estão se mostrando bastante proveitosos. Este último em especial, que contou com a presença de gerentes, empregadores e desenvolvedores de diversas tecnologias, colocou em debate temas polêmicos sobre mercado e desenvolvimento de software. Acredito que esses encontros estão ajudando a disseminar conhecimento e formar opiniões, melhorando assim o nosso mercado de software.” Rafael França (Desenvolvedor WEB)

Resultado da enquete: “Qual tema você gostaria que eu abordasse nesse blog?”

Satisfação no trabalho: a maior arma de um líder

lider1Pare e reflita: como um líder, como eu faria para atingir os objetivos da organização da qual faço parte? Qual seria a melhor estratégia? Como manter clientes e investidores leais e satisfeitos? A resposta é simples. Garantindo a satisfação no trabalho dos meus colaboradores. Sem isso, torna-se praticamente impossível concluir com sucesso o planejamento de escopo, prazos e custos para o portfólio de projetos de uma organização. A figura ao lado demonstra a perfeita relação entre um líder e seus colaboradores. O líder conduz a organização à atingir os objetivos traçados, mas são os colaboradores quem “carregam o piano”.

O papel do líder e seu estilo de liderança são fundamentais para desenvolver a satisfação dos funcionários no trabalho.  Contribuem para a motivação da equipe, o comprometimento dos funcionários, a confiança na empresa, a segurança e o sentimento de valorização do funcionário conquistado através de feedback , respeito e credibilidade (CARVALHO, FERNANDES, OLIVEIRA, ZAMBERLAN, 2006). As melhores empresas podem converter a satisfação e a lealdade dos funcionários, de um lado, em satisfação e lealdade dos investidores, de outro (WAGNER III E HOLLENBECK ,2003). O líder pode, indiretamente, atrair investimentos e recursos  que permitem à organização sobreviver. Assim, podemos notar que o líder possui papel fundamental para o sucesso ou fracasso de uma organização.

Mas afinal, o que é a satisfação no trabalho? Segundo (SPECTOR, 2003) Satisfação no  Trabalho “é uma variável de atitude que reflete como uma pessoa se sente com relação ao trabalho de forma geral e em seus vários aspectos”. Ou seja, é o quanto um colaborador gosta do seu trabalho, de desempenhar suas atividades, de conviver naquele ambiente quase que diariamente. Estudos comprovam que essa satisfação está diretamente ligada à produtividade e longevidade do funcionário na empresa. São fatores diretamente proporcionais (um acompanha o crescimento do outro).

Nesse ponto surge outra dúvida? Mas como um líder irá garantir ou, ao menos, buscar a satisfação no trabalho dos seus colaboradores? Através de uma avaliação perguntado diretamente aos funcionários como eles se sentem em relação ao seu trabalho, quais são suas aspirações profissionais, em que pontos a organização está pecando em relação ao lado humano da gestão. Bons líderes são aqueles que buscam criar as melhores condições possíveis para tornar os ambientes organizacionais mais produtivos a partir da busca da satisfação dos colaboradores. Um lugar onde eles possam desenvolver suas capacidades e lapidar seus potenciais. A figura abaixo demonstra o papel de um bom líder.

Fig. 1 – Líder em busca da satisfação dos colaboradores no trabalho.

É muito importante que as lideranças de uma empresa sejam conscientes de seu papel perante a motivação de seus subordinados (CARVALHO, FERNANDES, OLIVEIRA, ZAMBERLAN, 2006). As organizações que possuem bons líderes possuem um diferencial competitivo num mercado cada vez mais acirrado e voraz. Assim, as empresas estão buscando constantemente preparar lideranças para agirem como agentes que promovem a motivação. Pois , o objetivo final de toda e qualquer organização com fins lucrativos é aumentar o ROI (Return of Investiment). E para isso é preciso dar bastante atenção ao lado humano dessa engrenagem. Sem ele nada é possível!

1-CARVALHO, Alexandre B.; FERNANDES, Jean; OLIVEIRA, Lucas T.; ZAMBERLAN, Carlos O. Satisfação no trabalho. Jornada de Pesquisa. Ulbra Santa Maria. 2006)
2-WAGNER III, John A., HOLLENBECK, John R. Comportamento Organizacional:Criando Vantagem Competitiva, Editora Saraiva, 2003.
3-SPECTOR, Paul E. Psicologia nas Organizações, Editora Saraiva, 2003.

A subjetividade da análise de riscos em Gestão de Projetos de Software

Quero começar esse post propondo um desafio a você, caro leitor. Analise os riscos de um projeto de construção de um software para a locadora do seu bairro. Faça essa análise listando em uma tabela os riscos associados ao projeto com suas respectivas probabilidades de ocorrência e impactos potenciais. Proponha também soluções atenuantes para tratar esses riscos. Em seguida, peça para que um amigo do seu trabalho faça o mesmo. Mesmo que vocês listem os mesmos riscos, muito provavelmente a análise de probabilidade, impacto e soluções atenuantes feitas pelos dois será diferente. Isso ocorre porque todos os estágios do processo, incluindo as técnicas utilizadas, envolvem subjetividade. “Sempre há incerteza, necessidade de jugalmento e considerável espaço para parcialidade e inexatidão” [REDMILL, 2006].

O ILGRA (Interdepartmental Liaison Group on Risk Assessment), comitê de avaliação de riscos do Reino Unido, afirma que a análise de riscos é “uma ferramenta para fazer extrapolações a partir de dados estatísticos e científicos” até chegar a “um valor que seja aceito como estimativa do risco ligado a uma atividade ou evento em particular”. Portanto, penso que devemos tratar os resultados da análise de riscos como estimativas que buscam nos aproximar mais da realidade, como também nos auxiliar na tomada de decisões.

Fig. 1 – Processo de análise de riscos.

Apesar de possuir um workflow bem definido  (Fig. 1), a análise de riscos sempre permitirá a geração de diversas interpretações para um mesmo estudo de caso. Retornando ao software de locadora, poderíamos identificar o seguinte risco de projeto: queda do servidor que hospeda a aplicação. Esse é o típico risco que, no meu ponto de vista, é PROVÁVEL de acontecer e impacto CATASTRÓFICO, sendo necessário atenuá-lo procurando hospedagens alternativas. Porém para outro analista de negócio o risco poderia ser IMPROVÁVEL de acontecer! É aí onde mora a subjetividade da análise.

Embora possa ser subjetiva, a análise é uma ferramenta valiosa, e as normas de segurança modernas exigem que ela seja realizada [REDMILL, 2006]. A subjetividade presente na análise de riscos, apesar de ser uma vulnerabilidade, é também um dos seus pontos fortes, pois todo esse processo envolve racioncício e poder de investigação. Sendo assim, esse processo impulsiona o desenvolvimento cognitivo do ser humano.

Caso o leitor tenha interesse em conhecer mais detalhes sobre o assunto sugiro a leitura de um excelente artigo publicado no QSP (Centro da Qualidade, Segurança e Produtividade). Disponível em http://www.qsp.org.br/analise_riscos_artigo.shtml.

Referências:

REDMILL, Felix. Análise de riscos: um processo subjetivo. Centro da Qualidade, Segurança e Produtividade. 2006.
UK-ILGRA. United Kingdom Interdepartmental Liaison Group on Risk Assessment, Use of Risk Assessment within Government Departments, 1996.

Certificado ScrumMaster