Arquivo mensal: julho 2011

O PMO e suas funções

Muitos se fala sobre o Project Management Office (PMO), mas será que todos temos a mesma visão? Afinal, o que é exatamente um PMO? Quais suas funções e quais pessoas devem trabalhar nesse departamento? Esses são exemplos de alguns questionamentos que geralmente norteiam o ambiente de trabalho de uma organização.  A fim de elucidar tais dúvidas vamos agora conhecer um pouco mais sobre essa estrutura que é fundamental para alcançar os objetivos estratégicos de qualquer organização.

Segundo o PMBOK (2008) “um escritório de projetos (Project Management Office, PMO) é um corpo ou entidade organizacional à qual são atribuídas várias responsabilidades relacionadas ao gerenciamento centralizado e coordenado dos projetos sob seu domínio”. Em outras palavras, trata-se de um departamento dentro da organização responsável por gerenciar o portifólio de projetos da empresa, a fim de alcançar os objetivos estratégicos traçados, racionando recursos e orientando os gerentes de projetos. O quadro abaixo, descreve as diversas funções que um PMO pode possuir. Evidentemente, essas funções dependerão das necessidades da organização à qual ele dá suporte.

Fonte: André Barcaui, MSc, PMP

É válido ressaltar que o principal foco do PMO é a supervisão! Acompanhar e orientar os gerentes de projetos para que possam utilizar da melhor maneira possível os recursos disponíveis na organização com o objetivo de aumentar o ROI dos projetos. Como os projetos nada mais são do que a materialização dos objetivos estratégicos da organização uma boa condução dos projetos caminhará de mãos dadas com a estratégia de mercado da empresa. Essa é uma das razões do PMO servir como um elo de ligação entre os diretores executivos e os gerentes de projetos.

Os benefícios advindos da sua implementação podem ser sentidos por diversas esferas da organização, como demonstrado na figura abaixo.

Fonte: André Barcaui, MSc, PMP

Por fim é interessante salientar que os gerentes de projetos e o PMO buscam objetivos diferentes, sendo assim, orientado por requisitos diferentes. Dentre as principais diferenças podemos destacar:

  1. Foco: os GPs concentram-se nos objetivos especificados nos projetos, enquanto que, o PMO direciona seus esforços no sentido de prover práticas que promovam alcançar os objetivos estratégicos traçados pela organização;
  2. Recursos: o gerente de projetos controla os recursos alocados ao projeto. Por outro lado, o PMO otimiza o uso dos recursos organizacionais compartilhados entre todos os projetos; e
  3. Gerenciamento: o gerente de projetos gerencia as restrições de projetos individuais como (escopo, cronograma, custo e qualidade), enquanto que, o PMO gerencia padrões, metodologias, analisa riscos/oportunidades globais e as interdependências entre os projetos no nível empresarial.
No próximo post falarei sobre os diversos níveis de maturidade e tipos existentes de um PMO. Até lá!

Revista Mundo Project Management – Ed. 39

DICA DO BLOG

DESTAQUES

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Enquanto as técnicas e ferramentas tradicionais funcionam bem em ambientes de relativa estabilidade, o mesmo não é válido para ambientes incertos e complexos. Este artigo busca ampliar este entendimento e explorar perspectivas, baseadas em descobertas de 15 anos de pesquisa. Apresenta oito princípios que auxiliam a trabalhar de uma maneira mais dinâmica e auto-organizada.

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Pelo resultado da enquete é possível notar a preferência da comunidade de gerenciamento de projetos pelo uso do Microsoft Project como ferramenta de planejamento e controle do cronograma de projetos. Liderou a pesquisa com 56% dos votos. Logo atrás aparece o Oracle Primavera com 20% da preferência de mercado. Project Builder e GanntProject aparecem com apenas 1% dos votos, enquanto que, outras ferramentas como Trac (2 votos), Go Horse e Microsoft Excel (1 voto cada) figuram dentre as preteridas. É válido ressaltar que o Microsoft Excel não é uma ferramenta específica para gerenciar projetos, não possui funcionalidades voltadas a esse propósito. Porém , ela pode ser utilizada para organizar o cronograma e configurada para gerar cálculos e gráficos de acordo com as necessidades de cada usuário. A grande surpresa ficou por conta da poderosa IBM não ter sequer um voto para sua ferramenta de gerenciamento de projetos. o Clarity. OpenProj e NetProject foram outras ferramentas não votadas.

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