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Entrevista com Guilherme Filho, MSc, PMP

Guilherme Filho é Gerente de Projetos há 10 anos, Presidente do Brazil PMI Sergipe Chapter, Professor e Coordenador Universitário de MBA’s voltados para área de Gerenciamento de Projetos, Gestão Empresarial, Marketing Executivo e Gestão de Recursos Humanos., Possui Mestrado em Economia na Universidade Federal de Sergipe, Pós-Graduação em Sistemas Distribuídos pela FRB – Faculdades Ruy Barbosa, graduação em Ciência da Computação pela Universidade Salvador, certificação PMP pelo Project Management Instituite (PMI) e Líder do Escritório de Projetos (PMO) na UO-SEAL. Foi também diretor de comunicações do Capítulo PMI Bahia na gestão de 2005 a 2006.

ENTREVISTA

Blog GPA: Olá Guilherme! Primeiramente, gostaria de dizer que é um prazer para o Blog GPA entrevistar um profissional de grande renome no mercado como você. Pelo que pesquisei você é pós-graduado em Desenvolvimento WEB e mestre em Economia. Afinal, o que o fez entrar na área de Gerência de Projetos?

Guilherme: Sou formado em Ciência da computação que é uma profissão 100% voltada para projetos. Quando me formei tinha uma pequena empresa de desenvolvimento de sites que acessavam banco de dados em uma época em que quase ninguém fazia isso. Nessa época, todos os meus colegas já estavam empregados, mas eu preferi criar uma empresa com um amigo, pois no plano de carreira que visualizava para mim eu precisava ganhar experiência. Não ganhei R$1,00 com a empresa, mas foi uma das melhores decisões que eu tomei ao decidi abri-la. Em pouco mais de um ano de empresa decidimos fechá-la, pois havíamos atingido o objetivo. Logo depois fui contratado pela maior empresa de TI do Nordeste na época (atualmente CPM Braxis Capgemini – http://www.cpmbraxis.com) para o maior projeto que ela implementou até hoje. Na empresa a ascensão foi rápida, de analista fui a coordenador e em menos de três anos era Gerente de Projetos, tendo ganhado todas as seis promoções que participei no período. Na seqüência fui contratado por uma empresa de consultoria em projetos para Gerenciar projetos industriais de grande porte. Nessa altura o meu plano de carreira já estava traçado e não havia mais como voltar atrás. Não foi fácil, mas todas as decisões que tomei desde o início do percurso foram para incrementar a carreira que abracei. O Mestrado em Economia é um viés acadêmico que alimento em paralelo, pois ensinar é a minha grande paixão e, além disso, o Mestrado me permitiu ver o mundo à minha volta sob uma perspectiva muito mais ampla.

Blog GPA: Quais são as maiores dificuldades enfrentadas no dia-a-dia do seu trabalho?

Guilherme: A maior dificuldade que tenho é gerenciar conflitos e expectativas das partes envolvidas no projeto. Nunca podemos nos esquecer que gerenciar projetos é gerenciar pessoas. Nesse ambiente, a quantidade de envolvidos é grande, assim como os seus desejos e expectativas. Como Gerente, tenho que ir em busca do objetivo do projeto e como conseqüência enfrentar muitos conflitos. Dentre as dificuldades incluo o esforço para gerenciar pessoas diferentes que pensam a todo tempo que são iguais.

Passei algum tempo para aprender que temos que ser duros com os problemas e não com as pessoas, mas em geral os membros menos experientes da equipe não conseguem enxergar facilmente que todo projeto tem prioridades, sendo a maior delas o atendimento dos objetivos do projeto. Não por acaso, passo a maior parte do tempo lendo sobre Gerenciamento de pessoas, conflitos e formação de alianças. Todo Gerente de projetos que se preze já leu “A arte da Guerra” e “O príncipe” pelo menos umas duas vezes. Outra dificuldade que tenho é balancear a minha vida pessoal com as atividades profissionais. Conheço profissionais impecáveis na área de projeto, mas que possuem uma vida familiar extremamente limitada. Isso é algo que tento evitar.

Blog GPA: Você conquistou um título almejado por muitos gerentes de projetos, PMP (Project Management Profissional). O que o motivou a buscar esse título? Como foi o caminho percorrido? Pensou em desistir? O que mudou em sua vida profissional após essa certificação?

Guilherme: No meu caso houve uma mudança rápida na parte financeira e também um aumento significativo de responsabilidade. Sempre digo aos meus alunos, clientes e parceiros que a certificação PMP lhe habilita a pilotar um carro de Fórmula 1, mas daí a entrar no Cockpit com todos aqueles controles, botões, interação com o time e fazer voltas cada vez mais rápidas é uma distância enorme.  A certificação é um passo importantíssimo na carreira do profissional de projetos, mas também o começo de uma grande e longa caminhada. Os melhores gerentes de projetos que conheço foram os que incluíram a certificação no plano pessoal de desenvolvimento e não aqueles que almejavam ganhos financeiros. Por mais difícil que sejam alguns momentos, eu nunca pensei em desistir. Por ter o controle da minha carreira profissional e objetivos traçados isso sempre me ajudou a me manter “nos trilhos”, mas vi muita gente ficar pelo caminho, pois não sabiam ao certo onde pretendiam chegar.

Blog GPA: Vamos falar um pouco sobre o cenário do Gerenciamento de Projetos em Sergipe. É notório, nos últimos anos, o crescimento das práticas em gestão de projetos no estado. Como você vislumbra o nosso estado no cenário nacional? Estamos muito atrás dos outros estados?

Guilherme: No meu ponto de vista Sergipe é um estado que ficou fora do círculo dos grandes investimentos durante as décadas anteriores, mas que está aproveitando o atual ciclo de desenvolvimento do país de forma fantástica. Todo esse cenário é extremamente virtuoso para os profissionais de projetos, seja nas indústrias, empreendimentos pessoais, governamentais ou educacionais. Não é à toa que estamos acima da média de desenvolvimento do Brasil, mas ainda há muita coisa para ser feita e uma delas é a formação de profissionais altamente capacitados em gestão. Infelizmente uma das coisas que ainda percebo que estamos atrás das demais capitais é o valor que os profissionais dão à sua formação pessoal. Ainda investimos muito pouco em nós mesmos. Li 16 livros este ano e acho que posso ler mais, mas conversando com outros profissionais vejo que eles não dedicam muito tempo e dinheiro para o desenvolvimento pessoal. Dessa forma, não podemos reclamar quando perdemos posições gerenciais para profissionais de fora do estado. Quando converso com Gerentes de Projetos dos EUA e Austrália, percebo que o caminho é esse, somos necessários pela nossa raridade e não pelo que sabemos em comum. A pergunta que eu sempre faço é: você está onde está porque você quer ou porque não tem opção de escolha? Por outro lado fico impressionado com o nível gerencial de alguns profissionais do estado, prova de que existe uma geração bastante promissora que estará vingando nos próximos anos e são os que mais enxergam os benefícios do Capítulo PMI Sergipe.

Blog GPA: Recentemente foi anunciada a aprovação do capítulo PMI Sergipe. Como foi a planejamento para aprovação desse projeto e como a equipe envolvida recebeu essa notícia?

Guilherme: Fui diretor de comunicação do Capítulo PMI Bahia durante dois anos e estou envolvido com o PMI a quase dez, sendo seis deles como PMP. Quando o Presidente do PMI Latin America, Mauro Sotille, me contatou perguntando sobre o meu interesse em apresentar a proposta para abertura do Capítulo Sergipe ele já me conhecia. Ele havia recebido informações de pessoas ligadas ao PMI que haviam trabalhado comigo. Isso mexeu muito comigo, pois sabia que o desafio era grande e a responsabilidade maior ainda. Aceitei o desafio na hora, comecei a levantar as necessidades, montei um time excelente e verifiquei que o trabalho seria duro, pois o PMI faz tudo aqui que prega. Não sei quantas vezes tive que ligar para os EUA e ter reuniões discutindo o plano de projeto da montagem do capítulo com os americanos. O que mais me tornava confiante era a equipe que eu havia montado e isso acabou fazendo toda a diferença. Desde a colocação da proposta até a aprovação do plano foram cinco meses, tempo Record. Depois de um grande tempo sem abertura de novos capítulos do PMI no Brasil, Sergipe foi o primeiro estado com Capítulo aprovado. Lembro que estava em uma reunião de trabalho quando uma das diretoras do PMI EUA me ligou dizendo “Congratulations Guilherme!”. Saí da reunião correndo para me filiar ao capítulo, pois queria ser o primeiro membro do PMI Sergipe. Isso é algo que nunca esquecerei. Depois disso liguei para os demais diretores e foi uma alegria total, pois era a véspera do nosso primeiro jantar palestra e toda a equipe havia trabalhado muito para que tudo estivesse em ordem. Lembro do Alércio Bressano, nosso Diretor de Comunicações, me dizendo: “Guilherme, você tem idéia do que fizemos? A ficha ainda não caiu!”. Mas tudo isso é apenas o início de um longo processo, a partir de agora o trabalho é enorme.

Blog GPA: Você acredita que a abertura desse capítulo do PMI vai contribuir para o crescimento da área de Gerência de Projetos em Sergipe? Se sim, de que forma? Quais são as metas iniciais?

Guilherme: A primeira frase que proferi como Presidente do Capítulo do PMI Sergipe foi: “A abertura do Capítulo é um marco para o estado de Sergipe” e eu não falei isso por acaso. Teremos uma excelente oportunidade de formarmos profissionais de alto desempenho em Gestão de projetos, nas mais diferentes áreas, com a estrutura possibilitada pelo maior Instituto de Gerenciamento de projetos do mundo, o PMI. Com o capítulo, teremos oportunidade de realização de eventos regulares e de diversas naturezas (jantares, congressos, palestras institucionais, treinamentos gerais, específicos etc) e ainda promover um networking fantástico entre os envolvidos. Isso tudo sem falar nas possibilidades que abriremos para facilitar o caminho dos membros para as diversas certificações profissionais do PMI e também nos projetos sociais que iremos promover com o intuito de difundir as boas práticas de gerenciamento de projetos entre os membros e ainda agregar valor à sociedade sergipana. Vou contar um pouco em primeira mão: estamos montando um projeto voluntariado inédito, onde os membros participarão de um projeto real, com os principais processos e modelos de documentos de gerenciamento de projetos, liderados pela diretoria do capítulo. Nesse projeto serão elaborados planos e existirão metas. No final os membros terão à sua participação no time avaliada e receberão certificado com “horas de vôo” em projetos. Com o capítulo criaremos produtos e serviços para todos os tipos de profissionais envolvidos em Gerenciamento de projetos no estado.

Blog GPA: Para finalizar, deixo aqui um espaço aberto para que você possa fazer suas considerações finais.

Guilherme: Gostaria de agradecer a oportunidade concedida para que eu pudesse falar um pouco sobre o Capítulo PMI Sergipe e gostaria de dizer que estamos com uma excelente oportunidade de propagar as boas práticas do gerenciamento de projetos na comunidade. Para isso iremos precisar da participação do envolvidos, pois o Capítulo é feito pelos seus membros e nada do que sonhamos será possível sem eles. Por isso convido a todos a nos seguir no Facebook (http://www.facebook.com/PMISergipe) e se filiar ao Capítulo para que muito em breve possamos estar incluindo Sergipe no circuito de eventos de grande porte na área de Gerência de Projetos.

 

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Entrevista com Alércio Bressano

Alércio Bressano é Gerente de Projetos, Professor Universitário e Mentor em Produtividade Pessoal (gestão projeto de vida e finanças pessoais – tempo e dinheiro). Possui 12 anos de experiência na área de desenvolvimento de projetos de tecnologia, atuando como desenvolvedor, analista e líder de equipe. Atualmente, é Gerente de Projetos / Scrum Master e lidera o PMO (Escritório de Gerenciamento de Projetos) da área de TI de um grupo empresarial. Possui 5 anos de experiência como professor universitário, lecionando disciplinas relacionadas às áreas de Engenharia de Software, Gestão de Processos (BPM) e Gerenciamento de Projetos (PMI e SCRUM) em cursos de graduação e pós-graduação. Articulista do iMasters e Colunista/Editor do InfoQ Brasil, escreve sobre gerenciamento de projetos e agilidade. Editor do canal @lider360graus da Três Pontos, falando sobre gestão, produtividade e carreira. Sobre a sua formação, é Certified SCRUM Master e Product Owner (CSM e CSPO) pela Scrum Alliance, especialista em Melhoria de Processo de Software pela Universidade Federal de Lavras (UFLA-MG), especialista (MBA Executivo) em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), graduado em Processamento de Dados pela Universidade Tiradentes (UNIT-SE) e técnico em informática pelo IFS (ex-CEFET-SE). É filiado PMI Chapter Bahia desde 2008 e faz parte do Steering Team do PMI Chapter Sergipe Brazil Project. Tem interesse nas áreas de Gerenciamento de Projetos, Gestão de Processos, Qualidade e Engenharia de Software, Governança de TI e Administração.

Você pode encontrá-lo em @alercio http://www.linkedin.com/in/alercio.

ENTREVISTA

Blog GPA: Qual sua perspectiva sobre o atual estágio da Gestão de Projetos no estado de Sergipe?

Alércio: Estou bastante confiante no crescimento desse setor no nosso Estado. Tenho visitado empresas de diversos segmentos e tamanhos por aqui e percebo que estão investindo nessa área e percebendo valor e ligação direta desse conhecimento nos resultados dos projetos (iniciativas organizacionais). As organizações estão percebendo que suas estratégias se tornam projetos e é fundamental incorporar técnicas ao seu dia-a-dia para conduzir esses empreendimentos e, principalmente, fortalecer o trabalho em equipe, procurando usar ao máximo o potencial das pessoas em prol do resultado (talento coletivo).

Blog GPA: Pela sua biografia, você trabalhou com desenvolvimento de software. O que te motivou a ingressar na carreira de Gestor de Projetos?

Alércio: Eu fui programador e a minha motivação era ver os clientes utilizando um sistema construído por mim (que passou pelas minhas mãos). Com o tempo fui “tomando gosto” por me envolver cada vez mais com o negócio da organização (enxergando que tecnologia é meio) e acabei virando um analista de sistemas e depois evoluindo para um analista de negócios. Minha motivação passou a ser desenhar, projetar soluções informatizadas para os clientes utilizarem. Após diversos estudos sobre os resultados negativos em projetos de software, li muitas pesquisas e estatísticas, onde muitas delas discutiam que as causas dos problemas apontavam para questões gerenciais, comportamentais. Com isso, passei a me aprofundar nesse assunto, a gostar dessa área (por perceber a importância estratégica nos projetos) e me especializar (foco dos meus estudos). Daí, comecei a perceber que a minha motivação era fazer com que as pessoas alcançassem seus objetivos, suas metas. Eu sinto prazer em ver minha equipe recebendo os elogios do cliente. Isso virou meta pra mim! Essa tem que ser a motivação de um Líder de Projetos. É isso que me motiva, que me desafia todos os dias: formar times e promover o ambiente necessário para que eles entreguem projetos! Não largo mais essa vida.

Blog GPA: O que mudou na sua visão após se certificar como CSM e CSPO?

Alércio: O CSM me passou uma visão de que teria que mudar a minha postura de Gerente de Projetos Tradicional (o único responsável pelo projeto) para um Líder formador de Equipes (papel do Scrum Master). Minha responsabilidade é garantir a execução das práticas, cerimônias (processo de gestão, ciclo PDCA) e remover os empecilhos que surjam e que impeçam a produtividade do time. Passei a aplicar isso e a me colocar definitivamente nos “bastidores”, empoderando (empowerment) o time, delegando e transferindo responsabilidades e desafios. Esse é o verdadeiro papel de um líder: definir objetivo comum e fazer as pessoas encontrarem suas motivações, a partir dos desafios lançados (no nosso caso, pelos clientes na construção dos produtos).

Porém, confesso que o CSPO me surpreendeu muito mais! Sempre achei que o Product Owner (PO) tinha a responsabilidade de manter o product backlog atualizado e priorizado, a partir da negociação com os clientes. Entretanto, o PO é muito mais do que isso! Ele é definitivamente um Estrategista do Produto (palavras do meu amigo Michel Goldenberg). É responsável por reduzir complexidade, gerenciar os stakeholders e garantir que o time seja desafiado através da constante entrega de ROI e do aumento do seu conhecimento (na tecnologia e nos negócios envolvendo o produto). Aprendi diversas técnicas (todas de autoria do Michel) e estou aprofundando os estudos nesse assunto. Com certeza publicarei alguns artigos sobre essa experiência.

Além dos conhecimentos, várias portas se abriram e estou aproveitando todas as oportunidades. Vocês irão ouvir falar ainda muito sobre isso. Além disso, baseado nessa vivência com SCRUM, estou em processo de avaliação para a próxima certificação: CSP – Certified Scrum Professional.

Blog GPA: Você acredita que o sucesso atingido com a implantação do Scrum no grupo Coca-Coca pode ser alcançado em outras empresas do estado de Sergipe? O que é preciso para que isso aconteça?

Alércio: Essa minha experiência mostra que duas palavras são fundamentais para se alcançar objetivos (isso vale para qualquer processo de mudança e de evolução): PERSISTÊNCIA e PACIÊNCIA. Em 2003 eu tinha um sonho: implementar um processo de gestão na empresa que trabalhava. Eu constatava que o time tinha competência técnica e potencial, mas não tinha organização, gestão de expectativas dos clientes, bom alinhamento com o negócio da empresa. Eu acreditava, baseado nos meus estudos, que um processo de gerenciamento (organização das equipes e dos projetos) era a solução dos problemas. Depois de várias tentativas, erros, aprendizados, críticas, encontrei nos métodos ágeis as práticas de gestão que mais se encaixavam no perfil das equipes que eu trabalhava: times pequenos, trabalhando com múltiplos projetos e com interrupções (manutenções corretivas e evolutivas). Em 2009 fiz minha primeira tentativa mas recuei, pois não consegui ter um pré-requisito importante para a implantação (institucionalizar um PO). Em 2010 surgiu uma nova oportunidade (cenário favorável) e iniciei a implementação numa das equipes mais problemáticas em termos de gerenciamento (clientes diversos e insatisfeitos). Quem me acompanha conhece os resultados: atualmente, todas as equipes de desenvolvimento do grupo empresarial estão rodando SCRUM, recebemos visitas de empresas para conhecer nosso case – benchmarking (inclusive uma de fora do Estado – TI da Rede Bahia, afiliada Rede Globo) e a nossa experiência virou artigo científico apresentado em Congresso Nacional de Gerenciamento de Projetos. Depois de 7 anos (2003-2010), realizei esse grande objetivo, esse sonho! Entendeu o motivo da PERSISTÊNCIA e PACIÊNCIA? Atualmente, meu foco de estudos é formação de times de alto desempenho, trabalho em equipe e (pásmem) psicologia (aspectos comportamentais da gestão de pessoas). Estou construindo meu próximo grande desafio/sonho.

Blog GPA: Soube que pretende lançar o curso MBA em Gerenciamento Ágil de Projetos pela Universidade Tiradentes. Quais são seus objetivos? Qual público você pretende atingir?

Alércio: o MBA é mais uma das iniciativas locais que venho realizando para profissionalizar o gerenciamento de projetos no nosso mercado. Projeto diferenciado, foi elaborado com as demandas do mercado (gaps) identificados no GE2PS (Grupo de Estudos em Gestão e Engenharia de Projetos de Software), com o objetivo de fornecer ao mercado uma opção de capacitação nesse assunto. Acredito que a gestão de projetos gera resultados (a minha experiência mostra isso) e precisamos fornecer aos profissionais, consultores, empreendedores, o conhecimento necessário para melhorarmos as estatísticas dos resultados em projetos. Esse é o grande objetivo!

Blog GPA: Para finalizar, gostaria que você deixasse uma mensagem para aqueles que pretendem ingressar na carreira de Gerente de Projetos.

Alércio: Ser Gerente de Projetos é uma profissão nada fácil. Lidamos com pessoas, sejam membros do time do projeto, clientes e outros stakeholders que possuem objetivos e motivações (na maioria das vezes conflitantes), e temos o desafio de administrar todas essas expectativas e consegui convergir o foco, a competência e o potencial das pessoas para o resultado dos projetos. Nosso papel é dar retorno ao acionista, proporcionando produtos que agilizem seus processos para maximizar suas receitas e reduzir seus gastos. Quem quiser seguir essa carreira, deve estar preparado para as críticas negativas, para os desafios, para errar e saber levantar, para dar significado ao que faz e buscar sua motivação interior. Eu encontrei nessa profissão a minha motivação e é ela que me empurra e me impulsiona para continuar vencendo os desafios para cumprir a minha missão de vida: compartilhar conhecimento e mudar a vida das pessoas (para elas mudarem as empresas e suas próprias vidas). Minha dica é: encontre o trabalho que faz você levantar toda segunda pela manhã bem cedo. Depois disso, o trabalho e o lazer se confundem! O céu é o limite. Desejo uma ótima caminhada a todos e encontrem a verdade de vocês! Eu ainda continuo buscando a minha!