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5º encontro do grupo de estudos GE2PS

Aconteceu no último dia 18/01/2011 mais um encontro do Grupo de Estudos em Gestão e Engenharia de Projetos de Software. Teve como facilitadores o desenvolvedor WEB, Rafael França e o gerente de projetos Alércio Bressano. Tive a oportunidade de participar e contribuir com o debate sobre o tema “Novos Paradigmas com Métodos Ágeis”. Abordamos, de forma descontraída, os pontos críticos de 4 artigos que tratavam assuntos como:

– Fatores que poderiam derrubar as metodologias ágeis.

– A volta do elitismo com a agilidade.

– Até que ponto são válidas as certificações?

– Quem são os reais culpados pelo insucesso de projetos?

– A necessária quebra de paradigma dos desenvolvedores.

Artigos:

http://cleancoder.posterous.com/what-killed-waterfall-could-kill-agile

http://blog.lambda3.com.br/2010/11/profissionais-ruins-e-a-raiz-do-problema/

http://akitaonrails.com/2009/12/10/off-topic-voce-nao-entende-nada-de-scrum

Fotos do encontro:

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Depoimentos:

“Bastante produtivo o encontro do grupo de estudos GE2PS. Sem radicalismo ou “xiitismo”, debatendo sobre metodologias de desenvolvimento.  Enriquece o conhecimento através de troca de experiências, porém sem fanatismos por metodologias. “ Herick Faro (Analista de TI)

“Os encontros do GE2PS estão se mostrando bastante proveitosos. Este último em especial, que contou com a presença de gerentes, empregadores e desenvolvedores de diversas tecnologias, colocou em debate temas polêmicos sobre mercado e desenvolvimento de software. Acredito que esses encontros estão ajudando a disseminar conhecimento e formar opiniões, melhorando assim o nosso mercado de software.” Rafael França (Desenvolvedor WEB)

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A subjetividade da análise de riscos em Gestão de Projetos de Software

Quero começar esse post propondo um desafio a você, caro leitor. Analise os riscos de um projeto de construção de um software para a locadora do seu bairro. Faça essa análise listando em uma tabela os riscos associados ao projeto com suas respectivas probabilidades de ocorrência e impactos potenciais. Proponha também soluções atenuantes para tratar esses riscos. Em seguida, peça para que um amigo do seu trabalho faça o mesmo. Mesmo que vocês listem os mesmos riscos, muito provavelmente a análise de probabilidade, impacto e soluções atenuantes feitas pelos dois será diferente. Isso ocorre porque todos os estágios do processo, incluindo as técnicas utilizadas, envolvem subjetividade. “Sempre há incerteza, necessidade de jugalmento e considerável espaço para parcialidade e inexatidão” [REDMILL, 2006].

O ILGRA (Interdepartmental Liaison Group on Risk Assessment), comitê de avaliação de riscos do Reino Unido, afirma que a análise de riscos é “uma ferramenta para fazer extrapolações a partir de dados estatísticos e científicos” até chegar a “um valor que seja aceito como estimativa do risco ligado a uma atividade ou evento em particular”. Portanto, penso que devemos tratar os resultados da análise de riscos como estimativas que buscam nos aproximar mais da realidade, como também nos auxiliar na tomada de decisões.

Fig. 1 – Processo de análise de riscos.

Apesar de possuir um workflow bem definido  (Fig. 1), a análise de riscos sempre permitirá a geração de diversas interpretações para um mesmo estudo de caso. Retornando ao software de locadora, poderíamos identificar o seguinte risco de projeto: queda do servidor que hospeda a aplicação. Esse é o típico risco que, no meu ponto de vista, é PROVÁVEL de acontecer e impacto CATASTRÓFICO, sendo necessário atenuá-lo procurando hospedagens alternativas. Porém para outro analista de negócio o risco poderia ser IMPROVÁVEL de acontecer! É aí onde mora a subjetividade da análise.

Embora possa ser subjetiva, a análise é uma ferramenta valiosa, e as normas de segurança modernas exigem que ela seja realizada [REDMILL, 2006]. A subjetividade presente na análise de riscos, apesar de ser uma vulnerabilidade, é também um dos seus pontos fortes, pois todo esse processo envolve racioncício e poder de investigação. Sendo assim, esse processo impulsiona o desenvolvimento cognitivo do ser humano.

Caso o leitor tenha interesse em conhecer mais detalhes sobre o assunto sugiro a leitura de um excelente artigo publicado no QSP (Centro da Qualidade, Segurança e Produtividade). Disponível em http://www.qsp.org.br/analise_riscos_artigo.shtml.

Referências:

REDMILL, Felix. Análise de riscos: um processo subjetivo. Centro da Qualidade, Segurança e Produtividade. 2006.
UK-ILGRA. United Kingdom Interdepartmental Liaison Group on Risk Assessment, Use of Risk Assessment within Government Departments, 1996.