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Métodos Ágeis promovem o desenvolvimento sustentável

Um dos princípios por detrás do Manifesto Ágil é focado no desenvolvimento sustentável, no qual afirma que patrocinadores, desenvolvedores e usuários deveriam ser capazes de manter um ritmo constante indefinidamente. Sustentabilidade e produtividade devem caminhar paralelamente em um ritmo constante, pois se houver um desequilíbrio entre elas, a harmonia será perdida e a essência da agilidade será deixada de lado.

É importante ressaltar que produzir muito não significa ser ágil, pois produzir demais pode causar desperdícios! Segundo Cecilia Fernandes “não vale a pena focar em produzir mais software se o levantamento do que é mais necessário não acompanhar o ritmo”. Paralelamente, não podemos considerar hora-extra como sinal de comprometimento do time. Na verdade, esse fato indica que o planejamento não foi adequado, o que irá gerar desgaste do time e, consequentemente, perda de produtividade e menor qualidade no produto gerado.

Os Processos Ágeis focalizam seus esforços na promoção de um ritmo constante e sustentável, o qual seja apoiado por toda a equipe que está trabalhando no desenvolvimento do produto, incluindo usuários e patrocinadores. Pessoas conseguem trabalhar com qualidade usando seu intelecto por 5-6 horas por dia [Ambler 2012]. As demais horas do dia de trabalho devem ser utilizadas em tarefas como envio de e-mails, discussões sobre a qualidade do trabalho, coffee break, etc. Em outras palavras, 15% a 25% do dia de trabalho deve ser dedicado a atividades não diretamente relacionadas ao que deve ser produzido. Essa prática potencializa os resultados positivos esperados no desenvolvimento de produtos, serviços ou resultados.

Você busca em seus projetos alcançar a sustentabilidade para a rápida entrega de valor? Então é um forte candidato para a aplicação de práticas ágeis. Sendo assim, recomendo o curso Fundamentos em Métodos Ágeis da Projectlab, no qual você irá aprender novas técnicas e abordagens em um ambiente lúdico que estimula a absorção do conhecimento.

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Este post trata-se de um artigo patrocinado (publieditorial).
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Ética em Gerenciamento de Projetos

Muita gente acredita que Código de Ética e Conduta Profissional seja uma das disciplinas do PMBOK. Trata-se de uma visão equivocada da realidade. Não que o PMI menospreze sua importância, até porque conduta ética, legal e profissional, bem como as responsabilidades de um gerente de projetos  abrangem 29 das 200 questões do exame de certificação PMP (14,5%).

“Visto não ser fácil relacionar uma questão específica a um domínio específico, as questões de ética e responsabilidade profissional usualmente aparecem associadas a questões comuns a todos os domínios, como sensibilidade cultural, gerenciamento de conflitos de interesse, …, aconselhamento, etc…” Mauro Afonso Sotille, PMP

O fato observado acima serve para comprovar a presença da ética nas nove áreas do conhecimento definidas pelo PMI. Porém, para justificar essa onipresença vejamos alguns exemplos de disciplinas onde a ética se destaca de forma mais intensa. No gerenciamento dos recursos humanos, o GP deve trabalhar sua liderança de forma imparcial, honesta e criteriosa. Para isso, deve apoiar os integrantes no seu desenvolvimento profissional, fornecendo feedbacks constantes, realizando avaliações consistentes, de forma a permitir o crescimento da equipe. Além de incentivar e motivar o GP deve estar atento a duas regras básicas:

1. Elogios e críticas

  • Ao elogiar algum profissional, o faça na frente de outras pessoas, possibilitando ele se sentir valorizado e com sua auto-estima ampliada.

  • Não pratique assédio moral! Ao criticar, o faça de forma discreta, sem expor o profissional.

2. “Pontos Fortes” e “Pontos Fracos”

Nas reuniões de feedback, o termo “pontos fortes” deve ser utilizado, pois permite destacar do profissional aquilo que tem de bom, porém o termo “pontos fracos” não deve fazer parte do vocabulário dos gerentes. Uma alternativa é usar a expressão “pontos a desenvolver”! Quando abordamos os pontos fracos de alguém deixamos claro que se trata de algo deficitário, estabelecido e incorporado a essa pessoa. Entretanto, se dissermos que o ponto a desenvolver é a comunicação escrita (como no exemplo acima), isto transmitirá a ela uma verdade (que não é boa), mas a mensagem trará de forma implícita uma idéia de que é algo a melhorar, possível e provável, pois depende do esforço da própria pessoa. Assim, a mensagem transmitida desta maneira tem uma carga de positividade, de desafio e estímulo [SOUZA, 2010].

O gerenciamento de aquisições é outra disciplina bastante vulnerável aos aspectos da ética. O gerente de projetos por diversas vezes tem a responsabilidade de escolher ou recomendar fornecedores e/ou pessoas que venham a dar suporte para o desenvolvimento do projeto. Nesse momento o GP não deve beneficiar empresas ou pessoas levando em conta interesses pessoais. Ele tem que ser imparcial e decidir quais são as melhores opções baseando-se em uma análise de capacidade e qualidade de serviços prestados.

Analisando o exposto acima fica claro como a ética e produtividade são fatores que caminham lado a lado. Espero que você também tenha notado! Ora, se eu como gerente de projetos assumir minhas responsabilidades com respeito, justiça e honestidade para com meus liderados obtenho em troca respeito e confiança. Por conseguinte, os stakeholders irão se inspirar por meio dos meus bons exemplos e ajudar a disseminar essa cultura organizacional da ética. O que certamente trará bons resultados com ganhos em produtividade e melhoria do ambiente de trabalho! Por isso, tenha sempre em mente que o Código de Ética e Conduta Profissional é requisito para o exercício pleno da profissão de gerente de projetos.

SOUZA, Washington. A ética e o gerenciamento de projetos. Blog CMMI. 2010.
DINSMORE, Paul C.; CAVALIERE, Adriane. Como se tornar um profissional em gerencimento de projetos. Qualitymark, 3ª ed. 2009.